Descrição Sinótica de Cristo em Mateus:
Mateus oferece uma visão abrangente de Jesus, apresentando-O
como o Messias Soberano. Algumas características notáveis incluem:
- O
Messias Soberano:
- Mateus
retrata Jesus como o Messias de supremacia e autoridade.
- Jesus
é apresentado como o Rei cujo reinado é proclamado em diversas ocasiões.
- Títulos
de Realeza:
- Chamado
"Rei" oito vezes (2:2, 21:5; 25:34, 40; 27:11, 29, 37, 42).
- Mateus
frequentemente refere-se a Jesus como o Rei.
- A
ênfase na realeza destaca o governo divino de Jesus sobre todas as
coisas.
- Filiação
Davídica:
- Chamado
"Filho de Davi" nove vezes (1:1; 9:27; 12:23; 15:22; 20:30, 31;
21:9, 15; 22:42).
- Mateus
destaca a conexão de Jesus com a linhagem real de Davi.
- Essa
designação ressalta a legitimidade messiânica de Jesus, cumprindo as
promessas feitas a Davi.
- Cumprimento
das Profecias:
- A
palavra "cumprimento" indica que as profecias messiânicas foram
cumpridas nele.
- Mateus
enfatiza que Jesus é a realização das profecias messiânicas.
- Ao
destacar o cumprimento das profecias, Mateus fortalece a identidade
messiânica de Jesus.
Essa sinopse matemática de Cristo em Mateus estabelece a
base para compreender Jesus como o Rei Messias, descendente de Davi, cuja vida
e missão são a realização das Escrituras proféticas.
Descrição Sinótica de Cristo em Marcos e Lucas:
Marcos - O Que Faz Maravilhas:
A ênfase recai sobre a divindade de Jesus, evidenciada por
obras poderosas e uma compaixão incansável.
Lucas - O Amigo dos Pecadores e Desprezados:
Lucas apresenta Jesus como o amigo dos pecadores e daqueles que são desconsiderados pela sociedade.
Destaca-se o propósito de Jesus em buscar e salvar os
perdidos, exemplificado em várias narrativas que ressaltam a compaixão divina.
Ambos os evangelhos oferecem perspectivas distintas de
Jesus. Marcos enfoca o aspecto sobrenatural de Cristo, realçando Seu poder e
dedicação em servir. Por outro lado, Lucas destaca a compaixão de Jesus por
aqueles marginalizados e considerados indignos, mostrando Seu papel como o
amigo que busca os perdidos. Juntos, esses retratos sinóticos pintam um quadro
mais amplo da multifacetada natureza de Jesus Cristo.
Descrição Sinótica de Cristo em João:
Capítulo 1 e 2: Filho de Deus e Filho do Homem
- No
Capítulo 1, João destaca a divindade de Jesus, o Filho de Deus.
- O
Capítulo 2 revela Jesus como o Filho do Homem, participando de eventos
sociais cotidianos.
Capítulo 3:
Mestre Divino
- Neste
capítulo, Jesus é apresentado como o Mestre divino, ensinando a um mestre
de Israel, Nicodemos.
Capítulo 4:
Ganhador de Almas
- Jesus
é retratado como o Ganhador de Almas, conduzindo a mulher samaritana para
a luz.
Capítulo 5:
Médico dos Médicos
- Jesus
demonstra ser o Médico dos Médicos, curando instantaneamente um paralítico
desesperançado.
Capítulo 6: Pão
da Vida
- Jesus
é proclamado o Pão da Vida, essencial para evitar a fome espiritual.
Capítulo 7 e 8:
Água da Vida e Defensor do Fraco
- Ele
se apresenta como a Água da Vida e defende a mulher decaída, destacando-se
como defensor dos fracos.
Capítulo 9: Luz
do Mundo
- Jesus
reivindica ser a Luz do Mundo, dando visão a um cego de nascença.
Capítulo 10: Bom
Pastor
- Ele
é descrito como o Bom Pastor, que cuida do rebanho com extremo zelo, dando
a vida pelas ovelhas.
Capítulo 11:
Príncipe da Vida
- Jesus
demonstra ser o Príncipe da Vida, chamando Lázaro da morte.
Capítulo 12: Rei
- Entrando
em Jerusalém, Jesus é aclamado como Rei de Israel pela multidão.
Capítulo 13:
Servo
- Jesus
assume o papel de Servo, lavando os pés dos discípulos.
Capítulo 14 a 16:
Consolador, Videira Verdadeira e Doador do Espírito
- Nestes
capítulos, Ele é o Consolador, a Videira Verdadeira e o Doador do
Espírito.
Capítulo 17:
Grande Intercessor
- João
retrata Jesus como o Grande Intercessor, oferecendo uma oração maravilhosa
pela igreja.
Capítulo 18 a 20:
Sofredor, Salvador Crucificado e Conquistador da Morte
- Jesus
sofre, é crucificado como Salvador e se revela como o Conquistador da
Morte.
Capítulo 21:
Restaurador do Arrependido
- Por
fim, Ele é o Restaurador do arrependido, comissionando Pedro como pastor
do rebanho.
O Evangelho de João, como uma obra de arte, proporciona uma
visão rica e profunda da pessoa e obra de Jesus Cristo. Cada capítulo contribui
para a compreensão da complexidade e da majestade do Salvador.
Cristo Descrito por Paulo: Uma Visão Sinótica
Paulo, através de suas epístolas, apresenta várias facetas
de Cristo, revelando a profundidade e a amplitude de seu entendimento sobre a
natureza e o papel de Jesus. Destaco algumas destas descrições:
- Romanos:
O Pacificador (5:1): Em Romanos, Paulo retrata Jesus como o
Pacificador, aquele que traz paz entre Deus e a humanidade, reconciliando
os crentes.
- 1
Coríntios: O Senhor da Glória e Único Alicerce (2:8, 3:11): Em
Coríntios, Cristo é o Senhor da Glória, revelando Sua divindade. Ele é
também o único alicerce sólido sobre o qual a fé pode ser construída.
- 2
Coríntios: A Imagem de Deus (4:4): Paulo destaca que Cristo é a imagem
de Deus, ressaltando Sua divina e perfeita manifestação.
- Gálatas:
O Libertador (5:1): Em Gálatas, Cristo é apresentado como o
Libertador, libertando os crentes da escravidão do pecado.
- Efésios:
O Exemplo Supremo de Maturidade (4:13): Paulo destaca Cristo como o
exemplo supremo de maturidade espiritual, indicando o padrão para o
crescimento espiritual.
- Filipenses:
O Prêmio Supremo na Luta da Vida (3:8): Em Filipenses, Jesus é visto
como o prêmio supremo na jornada da vida cristã, superando todas as outras
realizações.
- Colossenses:
A Cabeça da Igreja (1:18): Em Colossenses, Cristo é descrito como a
Cabeça da igreja, possuindo autoridade e liderança sobre o corpo de
crentes.
- 1
Tessalonicenses: O Senhor que Virá (4:16): Paulo aponta para a segunda
vinda de Cristo, enfatizando que Ele é o Senhor que virá para buscar os
crentes.
- 1
Timóteo: O Bendito e Único Soberano (6:15): Em 1 Timóteo, Cristo é
reconhecido como o bendito e único Soberano, indicando Sua supremacia.
- 2
Timóteo: O Juiz de Todos os Homens (4:1): Paulo destaca Cristo como o
Juiz de todos os homens, ressaltando a responsabilidade diante d'Ele.
- Tito:
O Redentor (2:14): Em Tito, Cristo é identificado como o Redentor,
aquele que resgata e liberta.
- Hebreus:
Autor da Nossa Salvação, Grande Sumo Sacerdote, Autor e Consumador da Fé
(2:10, 4:14, 12:2): Nestas referências em Hebreus, Jesus é reconhecido
como o autor da salvação, o grande sumo sacerdote e o autor e consumador
da fé, demonstrando Sua obra redentora e papel fundamental na fé cristã.
A diversidade dessas descrições revela a riqueza da
compreensão de Paulo sobre Cristo, abrangendo desde Sua natureza divina até Seu
papel redentor na história da humanidade.
Cristo Descrito por Pedro: Uma Breve Visão
- O
Filho do Deus Vivo (Mt 16:16): Pedro reconhece a divindade de Jesus,
identificando-O como o Filho do Deus vivo, uma confissão fundamental que
ressalta a natureza única e divina de Cristo.
- A
Única Fonte da Verdade (Jo 6:68): Em sintonia com a ênfase de João,
Pedro destaca Jesus como a única fonte da verdade. Esta afirmação reforça
a exclusividade e autoridade de Cristo como revelador da verdade divina.
- O
Pastor e Bispo das Almas (1Pe 2:25): Pedro utiliza uma metáfora
pastoral para descrever Jesus como o Pastor e Bispo das almas, indicando
Seu papel cuidadoso e protetor sobre aqueles que O seguem.
Cristo, Descrições Apocalípticas:
- A
Testemunha Fiel (Ap 1:5): No contexto apocalíptico de Apocalipse,
Jesus é apresentado como a testemunha fiel, ressaltando Sua confiabilidade
e veracidade.
- O
Alfa e o Ômega (Ap 1:8): A expressão "Alfa e Ômega" destaca
a eternidade e a totalidade de Cristo, simbolizando Sua preeminência desde
o início até o fim.
- O
Leão da Tribo de Judá (Ap 5:5): Esta imagem apocalíptica ressalta a
força, poder e majestade de Jesus, representado como o leão que
simbolicamente representa a tribo de Judá.
- O
Cordeiro (Ap 17:14): Em contraste com a imagem do leão, Jesus é também
descrito como o Cordeiro, enfatizando Sua natureza sacrificial e
redentora.
- A
Palavra de Deus (Ap 19:13): Jesus é identificado como a Palavra de
Deus, alinhando-se com a compreensão do Evangelho de João, onde Jesus é a
Palavra encarnada.
- Rei
dos Reis e Senhor dos Senhores (Ap 19:16): Esta descrição apocalíptica
proclama a supremacia de Cristo sobre todos os reis e senhores, indicando
Sua autoridade universal.
Conclusão
As descrições de Pedro revelam tanto a relação pessoal e
pastoral que ele teve com Jesus quanto a compreensão apocalíptica mais amplo
presente no livro de Apocalipse. Juntas, essas visões oferecem uma imagem
multifacetada do papel e da natureza de Cristo na teologia cristã.
JESUS CRISTO EM CADA LIVRO DA BÍBLIA
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