Pesquisa do IBGE mostra que os brasileiros estão adiando o casamento e se divorciando em idades mais jovens. Confira os dados.


 

 Figura 1 Jeremy Wong

Panorama Geral dos Casamentos no Brasil

    De acordo com os dados das Estatísticas do Registro Civil de 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase metade dos casamentos que terminam em divórcio no Brasil não duram mais de dez anos. O levantamento mostra que 47,7% dos casais se divorciam com menos de 10 anos de união, representando um aumento de 10,3 pontos percentuais em comparação com 2010, quando 37,4% dos casais se separavam no mesmo período.

    A mais recente Pesquisa de Estatísticas do Registro Civil, publicada pelo IBGE em 27 de abril de 2024 e referente ao ano de 2022, é um importante instrumento para acompanhar a evolução populacional brasileira. Os dados coletados servem como parâmetro para a implementação de políticas públicas e fornecem uma análise detalhada das transformações nos aspectos sociais ao longo do tempo. A pesquisa engloba informações sobre nascimentos, casamentos civis, divórcios e óbitos..

Tendências nos Casamentos Brasileiros

     Os dados do IBGE oferecem um panorama dos casamentos no país. Em 2022, foram registrados 970.041 casamentos, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Esse crescimento confirma uma recuperação pós-pandemia, porém o número ainda está abaixo da média de 1.076.280 registrada entre 2015 e 2019. Dentre esses casamentos, 11.022 foram entre pessoas do mesmo sexo, representando um aumento de 20% em comparação com 2021.

Impacto da Legislação e Mudanças Sociais

     Klivia Brayner de Oliveira, gerente da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, observa que os dados são um reflexo das transformações na sociedade e na legislação. Desde 2013, a resolução do CNJ proíbe que os cartórios impeçam o casamento ou união estável de pessoas do mesmo sexo. Antes disso, alguns cartórios permitiam enquanto outros se recusavam. Com a resolução, os cartórios não puderam mais recusar, e as informações sobre esses casamentos passaram a ser coletadas. Oliveira observa que as pessoas que desejam formalizar seus relacionamentos agora encontram apoio na legislação, e a tendência é que o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo continue crescendo nos próximos anos.

Figura 1 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estatísticas do Registro Civil 2022. 

Figura 2 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estatísticas do Registro Civil 2022.


Figura 3 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estatísticas do Registro Civil 2022.

Transformações nos Padrões de Divórcio

De acordo com a pesquisa, a duração média dos casamentos no país diminuiu de 15,9 anos em 2010 para 13,8 anos em 2022. Entre os casais heterossexuais, a idade média dos cônjuges aumentou significativamente. Em 2010, os casamentos tinham uma média de idade de 29 anos para os homens e 26 anos para as mulheres, mas agora a média subiu para 31 anos para os homens e 29 anos para as mulheres.

O aumento da idade média dos noivos coincide com outro dado interessante da pesquisa: o número de cônjuges que se casaram solteiros, embora ainda seja a maioria (69% do total em 2022), teve uma queda e agora está bem abaixo dos 86,7% de 2010 e 78,2% de 2012. Por outro lado, em 2002, os noivos que já eram divorciados ou viúvos representavam apenas 12,8% do total, mas esse número subiu para 21,4% em 2012 e agora alcança 30,4% em 2022 - nestes casos, as mulheres têm uma idade média de 41 anos e os homens de 45.


Figura 4 Infográfico mostra dados de registros de casamentos, de acordo com pesquisa do IBGE — Foto: Editoria de Arte

Novos padrões nos divórcios brasileiros

 Os dados mostram que o número de divórcios registrados no Brasil em 2022 foi de 420.039, um aumento de 8,6% em relação a 2021. Observa-se também que está aumentando a idade média dos cônjuges no momento do divórcio - os homens tinham em média 44 anos (antes era 42) e as mulheres 41 anos (antes era 39).

 Outro ponto relevante é que cresceu a porcentagem de divórcios ocorridos após menos de 10 anos de casamento, passando de 37,4% em 2010 para 47,7% em 2022. Os demais divórcios aconteceram após 10 a 19 anos (25,9%) e 20 anos ou mais (26,4%) de matrimônio.

 

Cerca de 33% dos divórcios não são consensuais, sendo que a maioria dos pedidos parte das mulheres (60%). Em relação ao regime de bens, 90,6% são com comunhão parcial, 5,1% com comunhão universal e 4,3% em separação total.

 Por fim, 47% dos casais que se divorciam têm filhos menores de idade, 29,4% não têm filhos, 15,8% possuem filhos maiores e 7,2% têm filhos de idades diferentes. Esses dados refletem as mudanças na legislação sobre guarda compartilhada desde 2014.


Figura 5 Casais divorciados com filhos — Foto: Editoria de Arte

 Mudanças na guarda de filhos nos divórcios

 Dados mostram que houve uma significativa mudança na forma como a guarda dos filhos é determinada nos divórcios no Brasil. Em 2014, em 85,1% dos casos as crianças ficavam com a mãe após a separação. Porém, esse número caiu drasticamente, chegando a apenas 50,3% em 2022.

 Em contrapartida, a porcentagem de casos de guarda compartilhada entre os pais cresceu ano a ano. Em 2014, essa modalidade representava apenas 7,5% dos divórcios, mas atingiu 37,8% em 2022.

 Segundo a pesquisadora, essas mudanças refletem facilidades legais para o divórcio atualmente, podendo ser realizado até mesmo em cartório se houver consenso entre o casal e não envolver questões relacionadas aos filhos. Além disso, a priorização da guarda compartilhada pela Justiça tem contribuído para essa transição, dividindo de forma mais equitativa as responsabilidades parentais após a separação.

 Priorização da Guarda Compartilhada

Esse cenário indica uma tendência de maior corresponsabilidade dos pais em relação aos cuidados com os filhos, mesmo após o fim do casamento.



Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2024/03/27/brasileiros-estao-se-casando-mais-tarde-e-se-divorciando-mais-cedo-aponta-pesquisa-do-ibge-veja-numeros.ghtml








A Teoria da Lacuna na Criação


Origens e Controvérsias

Existem pessoas que acreditam que o diabo é tão importante que foi capaz de fazer com que Deus tivesse que refazer Sua obra e recriar todas as coisas. Para muitos, o diabo já aparece no segundo versículo da Bíblia, onde diz "a terra era sem forma e vazia". A partir disso, surgiu a teoria da lacuna, também conhecida como teoria do intervalo ou GAP Theory em inglês.

A Abordagem da "GAP Theory"[i] na Interpretação Bíblica

Alguns teólogos, como J. Pember, Cisço Field e Laur Olson, desenvolveram a ideia de uma terra pré-adâmica caótica devido à queda de Lúcifer. Essa teoria sugere que entre Gênesis 1:1 e Gênesis 1:2 há uma lacuna de milhões de anos devido à queda de Satanás, levando Deus a destruir Sua criação e recriá-la.

Teólogos e Defensores da Teoria da Lacuna

No entanto, essa teoria é controversa e carece de base exegética sólida. A teoria da lacuna, que tenta ajustar o relato da criação da terra à Teoria da Evolução, afirma que a melhor tradução para Gênesis 1 e 2 seria "a terra tornou-se sem forma e vazia".

Críticas à Teoria da Lacuna

Isso leva à negação de que os dias mencionados são de 24 horas, buscando adaptar-se aos períodos defendidos pelos evolucionistas. No entanto, essa teoria é malsucedida, como evidenciado pela citação de Isaías 45:18, que enfatiza que Deus não criou a terra para ser vazia ou caótica.

Desafios Exegéticos e Teológicos

A teoria da lacuna não decorre de uma boa exegese e, se estivesse correta, haveria uma grande contradição na Bíblia, sugerindo que o Todo-Poderoso foi surpreendido pela queda de Lúcifer e sofreu um grande revés. Além disso, a teoria não consegue explicar de forma satisfatória os textos mencionados pelos seus defensores, incluindo Gênesis e Isaías 45:18.

Refutação da Teoria da Lacuna por Interpretações Alternativas

Este último versículo enfatiza que Deus criou a terra para ser habitada, não para ser um caos.  Vou explicar a razão pela qual a pergunta que surge é exatamente essa: Por que Gênesis 1 e 2 afirmam que a Terra era sem forma e vazia, mesmo que o texto não diga que tornou-se assim? Por que, se Deus criou a terra, ela estava ou era sem forma e vazia? É importante observar que Gênesis capítulos 1 e 2 revelam que, assim como a humanidade foi criada, formada e feita por Deus, o mesmo ocorreu com o planeta Terra.Depois de ter criado o mundo a partir do nada, ou "ex nihilo" como dizem em latim, o criador deu forma e acabamento. Basta ler Gênesis 1, do versículo 3 ao capítulo 2, versículo 3, para ver que Deus foi dando forma dia a dia ao que ele tinha previamente criado.

Revisão da Narrativa da Criação

Assim como uma obra arquitetônica, primeiro o arquiteto cria e faz o projeto, depois a equipe de engenheiros vem para dar forma àquele projeto criado e fazer também o acabamento. Da mesma forma que o ser humano foi criado, formado e feito, o universo de maneira geral e o planeta Terra em especial também foram criados, formados e feitos.

Revisão da Narrativa da Criação

Os sete dias da criação não são eras ou períodos, porque está mencionado ali que foi "tarde e manhã". Isso indica que a primeira coisa que Deus criou foi o tempo. Quando você lê "no princípio", já é a demarcação do nosso tempo, o início do nosso tempo. Deus então criou o nosso tempo e a partir daí ele foi também formando todas as coisas. Em Gênesis 1:1 vemos a criação imediata, ou seja, a partir do nada. Deus criou tudo do nada, na sua mente criou os materiais necessários para dar forma posteriormente. Em seguida, dia após dia, o criador deu forma a tudo.

Interpretação da Criação Mediata

O planeta, que é chamado de criação mediata, não deve ser confundido com a criação imediata. A criação imediata acontece quando o criador cria do nada, sem nada no meio. Por um lado, há o criador, e por outro lado, a criação. Já a criação mediata ocorre quando o criador utiliza algo que já havia criado previamente para dar forma e resultado acabado.

A Criação como Processo Dirigido por Deus

A criação mediata, também conhecida como formação, é quando Deus dá forma àquilo que Ele havia criado previamente. Podemos interpretar Gênesis 1 da seguinte forma: o primeiro verso apresenta o título ou a introdução, enquanto o segundo verso fornece informações sobre o estado das coisas quando Deus as criou do nada. A partir do terceiro verso, inicia-se a narrativa da construção ou formação daquilo que Deus havia criado.

Conclusão:

Para ilustrar, imagine a preparação de um bolo. Primeiro, os ingredientes são colocados sobre a mesa, e a criação está na receita. A pessoa então utiliza a receita para misturar os ingredientes, dar forma à massa, assar e servir. Quando a Bíblia diz que Deus criou os céus e a terra, e que a terra estava sem forma e vazia, significa que Deus passaria a dar forma à matéria que Ele mesmo criara.

 

 



[i] A Teoria da Lacuna (GAP Theory) é uma teoria que busca explicar a existência de um "intervalo" ou "lacuna" entre os eventos descritos na criação do mundo em Gênesis e a atualidade. Segundo essa teoria, esse intervalo de tempo pode ter sido marcado por eventos como a queda de Lúcifer, a destruição do mundo pré-Adâmico, ou outros eventos não mencionados na Bíblia. A GAP Theory é uma tentativa de conciliar a cronologia bíblica com as descobertas científicas sobre a idade da Terra, mas é importante ressaltar que essa teoria não é aceita por todos os estudiosos religiosos e científicos.

O Reino Milenar de Cristo: Uma Nova Era de Justiça e Paz

 

O Milênio: A Última Dispensação

De acordo com a posição dispensacionalista que defendemos, o Milênio é a última dispensação. Após o período da graça, no qual vivemos atualmente, virá o Reino Milenar de Cristo, que será seguido pela eternidade. O Milênio é o ponto de convergência de todas as alianças bíblicas, marcando o início de uma nova era de justiça e paz na Terra.

O Milênio na Terra

A Bíblia deixa claro que o Milênio ocorrerá na Terra, e não no céu. Isso fica evidente em 1 Coríntios 6:2, onde lemos que os santos julgarão o mundo. Essa "judicatura" se refere ao governo dos santos com Cristo durante o Milênio, quando a igreja estará reinando com Ele na Terra.

O Diabo Preso Durante o Milênio

Antes do início do Milênio, Satanás será preso e aprisionado por mil anos, conforme descrito em Apocalipse 20:1-7. Isso significa que a influência e a atividade do diabo serão restringidas durante esse período, permitindo que a justiça e a paz prevaleçam.

Um Reino Literal e Universal

O Reino Milenar de Cristo será um reino literal e universal. Toda oposição a Deus será neutralizada, pois todas as nações estarão sob a autoridade de Jesus. Isso cumprirá plenamente a profecia de Filipenses 2:10-11, quando todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor.

Dois Tipos de Povos no Milênio

Durante o Milênio, haverá dois grupos distintos na Terra: os crentes glorificados, que incluem a igreja arrebatada e os mártires da Tribulação, e os povos naturais, que são os judeus e gentios que sobreviveram ao julgamento das nações e os que nasceram durante o Milênio. Esses povos naturais estarão sob o governo direto de Cristo.

Israel: O Protagonista do Milênio

Entre os povos naturais, Israel será o povo protagonista. A nação judaica possuirá toda a terra prometida, desde o Mediterrâneo até o Eufrates. Israel será uma bênção para o mundo, pois de Jerusalém partirão as leis e a piedade que prevalecerão entre as nações.

A Piedade Prevalecerá

No Milênio, a piedade finalmente prevalecerá entre as nações. A impiedade, a incredulidade e a rebelião não serão toleradas, pois o justo Juiz, Jesus Cristo, julgará imediatamente qualquer pecado. Não haverá mais tolerância ao pecado, como acontece hoje na era da graça.

Não Haverá Guerras

Durante o Reino Milenar, não haverá guerras, pois a autoridade e a presença de Cristo trarão paz e justiça em todas as transações. A paz e a justiça prevalecerão.

Pleno Derramamento do Espírito

Haverá um pleno derramamento do Espírito Santo, começando já no período da Tribulação, quando o Espírito de Súplica será derramado sobre o povo de Israel (Zacarias 12:10).

A Terra Será Renovada

A Terra passará por uma renovação e restauração durante o Milênio. Um rio fluirá do templo, revitalizando a região do Mar Morto e trazendo vida abundante. A Terra será abençoada com uma nova ordem climática e ambiental.

Um Novo Templo

Haverá a construção de um novo templo em Jerusalém, diferente dos templos anteriores. Esse templo cumprirá as profecias de Mateus 24:15 e 2 Tessalonicenses 2, onde se menciona a profanação do templo pelo anticristo durante o período da Tribulação.

O Governo Presencial de Cristo

Durante o Milênio, Jesus Cristo reinará pessoalmente na Terra. Embora Ele esteja em glória, não é claro se Ele será visto por todos os povos naturais, pois apenas a igreja glorificada poderá contemplá-Lo em Sua plenitude. Os povos naturais terão contato com as leis e determinações que partem de Jerusalém, sob a autoridade de Cristo.

Sacrifícios no Templo

Haverá a realização de sacrifícios de animais no novo templo durante o Milênio. Esses sacrifícios, no entanto, não serão para a salvação, mas sim como memorials da obra de Cristo. O perdão dos pecados será concedido pela graça, assim como no Antigo Testamento.

Uma Nova Ordem Mundial

O Milênio inaugurará uma nova ordem mundial, com Jerusalém como sede do governo de Cristo. Essa nova ordem mundial trará paz, justiça e prosperidade, em contraste com as tentativas falhadas de uma nova ordem mundial promovida pelos agentes do mal hoje.

Longevidade e Renovação

A vida humana será prolongada durante o Milênio, com as pessoas vivendo por muitos anos, como no início da história da humanidade. A Terra será renovada, e os efeitos deletérios do pecado serão drasticamente reduzidos, permitindo uma vida mais saudável e longeva.

Conversões durante o Milênio

Haverá conversões durante o Milênio, pois os povos naturais, embora salvos, ainda estarão sujeitos à tentação e à possibilidade de se afastar de Deus. Eles precisarão perseverar na fé e na santificação para permanecerem salvos.

O Reino Milenar de Cristo será uma época de justiça, paz e prosperidade, quando a glória de Deus será manifestada de forma plena na Terra. Essa visão bíblica do Milênio nos inspira a viver com esperança e a aguardar ansiosamente a volta de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

DESVENDANDO O MISTÉRIO DO VERSO 9 DO CAPÍTULO 5 DE 1 TESSALONICENSES

Texto: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,” (1 Ts 5.9).

Contextualizando a "Ira de Deus"

Segundo a passagem bíblica, a "ira de Deus" refere-se ao julgamento e condenação divina que recai sobre os pecados e a rebelião humana. Segundo dicionário da Bíblia Almeida “A ira de Deus é a sua reação contra o pecado(Kachel & Zimmer, 2005, p. 174).

Alguns pontos importantes sobre a ira de Deus mencionada nesta passagem:

1. Deus não nos destinou à ira - Ou seja, a intenção de Deus não é que os seus filhos experimentem a sua ira e condenação “do fogo eterno”, mas sim a salvação “Viver com Ele, Eternamente”.

2. A ira de Deus é a consequência do pecado - A Bíblia ensina que o pecado e a desobediência a Deus atraem o juízo e a ira divina sobre o pecador.

3. Jesus nos liberta da ira de Deus “isto, é, Condenação Eterna” - Através da sua morte na cruz, Jesus tomou sobre si o castigo que nós merecíamos, livrando-nos assim da condenação da ira de Deus.

4. A salvação nos preserva da ira vindoura - Ao crermos em Jesus, recebemos a salvação e seremos preservados do juízo final de Deus “Trono Branco” sobre o pecado e a maldade.

Portanto, a "ira de Deus" refere-se ao seu justo julgamento sobre o pecado, do qual fomos libertos pela graça de Deus em Jesus Cristo.

Como ressalta o rodapé da Bíblia Anotada LTT, o verso 1:  “Acordado ou dormindo, se chegar ao dia do Arrebatamento. Deus assegurará sua salvação, esteja ele fisicamente morto ou vivo (quer este vivo esteja, então, vivendo em “santificação e vigilância”, ou em “negligência e mesmo pecado”)”. (LTT, 2022.). Na Bíblia Dake, ao comentar sobre o verso 9, é mencionado que... "Deus não destinou os cristãos a passarem pela [...] ira do inferno eterno, mas os destinou a serem libertos por meio do arrebatamento, para que, quer vivamos, quer morramos, vivamos com Ele para sempre (v. 9.10; 4.13-18)" (DAKE, 2010).

Interpretando o Contexto Completo

No entanto, onde há muita confusão é que os versículos anteriores falam sobre a tribulação "dia do Senhor". É um versículo no qual os me-tribulacionistas se apoiam, vv 2,3, ao alegar que Cristo vem na metade da tribulação.

Quando lemos os versículos anteriores do capítulo 5, como por exemplo, o versículo 1 ao 6, Paulo está alegando para os cristãos que nós não vamos ser pegos de surpresa no dia da ira do Senhor, porque andamos na luz e não na escuridão. No verso 6, na linguagem de hoje, ele diz: "Por isso, não vamos ficar dormindo como os outros", referindo-se à pessoa que não tem Cristo e não está atenta à sua vinda, enquanto nós, que temos Cristo, estamos atentos. Como disse William Hendriksen (1900/1982): “É em razão dessas trevas que os descrentes não são sóbrios nem vigilantes (portanto, não se acham preparados). (HENDRIKSEN, 2001, p. 146).

Após o arrebatamento, as pessoas vão pensar que estão em paz e que o mundo todo estará em paz, então começam a dizer: "Tudo está claro e seguro, está tudo bem". Os crentes afirmam que, após serem arrebatados para os céus, virá a grande tribulação. E, então, estaremos vivendo em paz. Como relata Marshall (1934-2015), "A fraseologia ecoa passagens do Antigo Testamento, tais como Jr 6.14; 8.11; Ez 13.10 e Mq 3.5, que falam da atividade de falsos profetas que asseguravam ao povo que nada tinha a temer, apesar da podridão moral que caracterizava a sociedade." (MARSHALL, 1984, p. 162). É nesse momento que se cumpre o que Paulo diz no verso 2: "o dia do Senhor virá para eles de surpresa como ladrão".

No verso 8, Paulo enfatiza que estamos em perfeito juízo e devemos usar a nossa fé, amor e esperar por essa salvação.

Conforme salientou Goodman (apud McNair, 1985, p. 451):

O dia do Senhor é sempre um dia de juízo e ira (veja-se Joel 2.11 e 2 Pedro 3.10 [...] Este 'dia do Senhor' é uma expressão empregada para destacar o fato de que vem o tempo quando 'o dia do homem' (1 Co 4.3) terminará, isto é, o período em que ao homem é permitido fazer a própria vontade, sem ser levado a um juízo imediato.

Como também relata no rodapé da Bíblia de Estudo de Genebra “A "ira", nesse contexto, evidentemente é a condenação e a punição que sobrevirão no "dia da ira"(Rm 2.5). (SPROUL & MATHISON).

Então, como mencionei no início, o verso 9 fala sobre a salvação eterna, mas o verso 2 fala sobre o juízo de Deus que será a grande tribulação.

A igreja, porém, não partilha essa situação do mundo, mantendo-se fortemente distinta dela. “Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia vos apanhe como ladrão.” Afinal, sua marca é justamente, cf. 1Ts 1.10, “ser servos da gleba de Deus, do vivo e real, e aguardar seu Filho a partir dos céus”. Como seria possível ficar totalmente surpreso com a “chegada” de alguém já aguardado há muito tempo com ardente alegria!

Conclusão:

Os versos 1-9 de 1 Tessalonicenses capítulo 5 falam sobre a importância de estarmos vigilantes e alerta para o retorno de Jesus Cristo. Paulo enfatiza que não devemos ser pegos de surpresa, como aqueles que estão dormindo, mas sim devemos estar sóbrios e vigilantes. Ele também destaca a importância da fé, do amor e da esperança como armaduras espirituais para nos proteger. Em resumo, esses versos nos exortam a viver uma vida de santidade, amor e esperança, enquanto aguardamos a volta de Cristo.

Pré-Tribulacionistas e Pós-Tribulacionistas:

Os pré-tribulacionistas acreditam que os versos 1-9 de 1 Tessalonicenses capítulo 5 apoiam a sua crença de que a igreja será arrebatada antes da grande tribulação. Eles argumentam que o apóstolo Paulo está a falar sobre a ira vindoura e que os crentes não estão destinados à ira, mas à salvação. Portanto, interpretam estes versos como uma evidência de que a igreja será arrebatada antes do período de tribulação descrito na Bíblia.

Os pro-tribulacionistas. Conforme ressaltou Keith Sharp, a Bíblia usa os termos "arrebatados" que no grego é, (harpazo), "vinda"  que no grego é,(parousia) e "manifestação" que no grego é,  (epiphaneia), segundo ele  "arrebatados", "vinda"  e "manifestação" ocorrerá de forma intercambiável para descrever a segunda vinda de Cristo. O Senhor irá destruir o ímpio "pela manifestação (epiphaneia) de sua vinda (parousia)" (2  Tessalonicenses 2.8). Ressalta o mesmo que esta "vinda" (parousia) ocorrerá simultaneamente ao arrebatamento dos santos ( 1 Tessalonicenses 4.15,17). Jesus não retornará uma terceira ou quarta vez; haverá apenas a segunda vinda. (Sharp, 2004).

Considerações Finais:

Resposta: Para relatar conforme argumenta Keith Sharp, teremos que eliminar a Grande Tribulação e o Milênio. No entanto, a Bíblia deixa claro que haverá tribulação e milênio, e não de forma figurada, mas sim literal. Apocalipse 20.6 “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.” Se existe primeira ressurreição, é porque tem outras,  se vai reina por mil anos. é porque Milênio é literal.

Apocalipse 20.2 “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.” Apocalipse 20.7-8,10 “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.” verso 10 “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” no versos 11 ao 13 NTLH, indicante fala de trono branco ressureição e novo céu e terra.

Vi também os mortos, tanto os importantes como os humildes, que estavam de pé diante do trono. Foram abertos livros, e também foi aberto outro livro, o Livro da Vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que cada um havia feito, conforme estava escrito nos livros. 13  Aí o mar entregou os mortos que estavam nele. A morte e o mundo dos mortos também entregaram os que eles tinham em seu poder. E todos foram julgados de acordo com o que cada um tinha feito.

Ainda salientou Keith Sharp: “Estes eventos, o arrebatamento dos cristãos e a segunda vinda de Cristo, não serão separados por 1007 anos (como afirmam os pré-milenaristas, com a "Grande Tribulação de sete anos seguida pelo reinado de 1000"), mas ocorrerão ao mesmo tempo” (Ibid).

Para reafirmar isso, preciso dizer novamente: precisamos considerar a eliminação da Tribulação e do Milênio, mas eles são literais na Bíblia. Quando lemos Mateus 24 versos 27 ao 31

27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem. [...] 29 E, logo depois da aflição daqueles dias, [isto é Tribulação] o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. 30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. [Está bem claro que depois da tribulação Ele aparecerá e todos o verão]. 31 E ele enviará os seus anjos com forte clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

Em apenas quatro versículos, conceitualmente, prova que haverá uma primeira venda tão rápida que ninguém verá, e logo depois virá a tribulação e, em seguida, Cristo, que todos verão.

Obras Citadas

DAKE, F. J. (2010). bíblia de estudo dake. (Atos, Ed.) PR.

HENDRIKSEN, W. (2001). Comentário Do Novo Testamento Romanos. (V. G. Martins, Trad.) Clltura Cristã.

Kachel, W., & Zimmer, R. (2005). Dicionário da Bíblia de Almeida (2a ed.). SP: Sociedade Bíblica do Brasil.

LTT, B. (2022.). Bíblia LTT (Anotada) (3ª ed.). RJ: BV FILMS EDITOR.

Marshall, I. H. (1984). I e II TESSALONICENSES Introdução e Comentário (1º ed.). (G. Chown, Trad.) SP: SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA E ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO.

McNair, S. E. (1985). A Bíblia explicada (4ª ed.). Rio de Janeiro: CPAD.

Sharp, K. (16 de Fevereiro de 2004). O arrebatamento. Acesso em 27 de Abril de 2024, disponível em Estudos da Biblia: https://estudosdabiblia.net/2004216.htm

SPROUL, R., & MATHISON, K. (s.d.). Bíblia de Estudo de Genebra. SBB.

 

 


O que é heresia e por que ela impede a salvação?


Introdução

Muitas vezes ouvimos falar sobre heresia, mas você sabe realmente o que isso significa? A heresia é qualquer afirmação ou comportamento que nega a obra de Cristo, que é suficiente para nos salvar. No entanto, é importante ressaltar que heresia não é apenas um erro teológico, existem diferenças entre arminianos e calvinistas, por exemplo, mas nem todas as diferenças são consideradas heréticas.

A importância da obra de Cristo

Para entendermos melhor o que é considerado uma heresia, precisamos primeiro compreender a importância da obra de Cristo em nossa salvação. A Bíblia afirma que a salvação só existe em Cristo Jesus, ou seja, ele é o caminho, a verdade e a vida. Portanto, qualquer afirmação de que nenhum aspecto essencial da obra de Cristo pode ser considerada uma heresia.

Exemplo de heresia: negação do nascimento virginal de Jesus

Um exemplo de heresia é a negação do nascimento virginal de Jesus pela Virgem Maria. A Bíblia afirma claramente que Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo, e diz que isso não aconteceu é uma heresia. Isso porque negar um aspecto tão essencial da pessoa de Jesus vai contra as escrituras e distorce a mensagem central do cristianismo.

A importância da fé em Cristo

Além disso, é importante ressaltar que um herege não deposita sua fé própria em Cristo Jesus. Ele pode se dizer cristão, mas sua fé não está fundamentada na essência da pessoa e da obra de Cristo. A salvação só acontece em Cristo Jesus, e qualquer afirmação de que negue isso é uma heresia.

Universalismo: uma heresia?

Outra heresia comum é o universalismo, que afirma que todos os caminhos levam a Deus. No entanto, Jesus mesmo afirmou que ele é o único caminho para o Pai. Dizer que tanto faz seguir Krishna, Buda, Maomé ou qualquer outra religião vai contra a essência do cristianismo, que afirma que a salvação só acontece em Cristo Jesus.

O impacto da heresia na salvação

Deus não salva o herege, porque ele nega a essência da pessoa e da obra de Cristo e seu impacto sobre nós. A salvação só é possível através da fé em Jesus Cristo, e qualquer afirmação de que negue isso não permite que uma pessoa seja verdadeiramente salva.

A fé depositada em Cristo

Nossa fé precisa ser depositada especificamente em Cristo Jesus, confirmando sua obra redentora e a importância de sua morte e ressurreição para nossa salvação. Negar qualquer aspecto essencial da obra de Cristo é negar a verdade do evangelho e, consequentemente, a possibilidade de salvação.

Conclusão

A heresia é uma afirmação ou comportamento que nega a obra de Cristo, que é suficiente para nos salvar. Negar aspectos essenciais da pessoa e da obra de Jesus podem ser considerados uma heresia, e aquele que se enquadra nessa descrição não é realmente salvo. A salvação só é possível através da fé em Cristo Jesus, confirmando sua obra redentora e importância para nossa salvação.

  • Negar o nascimento virginal de Jesus
  • Afirmar que todos os caminhos levam a Deus

Essas são apenas algumas das heresias que podem impedir a salvação. É importante estudarmos a Palavra de Deus com cuidado, para evitar cair em falsas doutrinas e afirmar a verdade do evangelho. A salvação só acontece em Cristo Jesus, e é através de sua obra que somos redimidos e reconciliados com Deus.

Portanto, devemos tomar cuidado com afirmações de que negamos a obra de Cristo e buscar uma compreensão mais profunda da verdade do evangelho. A salvação é um presente de Deus, e só é possível através da fé em Jesus Cristo.

EVENTOS APOCALÍPTICOS DESCRITOS EM OUTRAS PARTES DA BÍBLIA

 1. Gênesis 2:8-14 - 22:1,2 - A árvore da vida.

2. Isaías 25:1-8 - 21:4 - Nossas lágrimas serão enxugadas para sempre.

3. Isaías 53:7 - 5:6-8 - Cristo é representado como um cordeiro.

4. Jeremias 25:15-29 - Beber do cálice da ira de Deus.

5. Ezequiel 37:21-28 - 21:3 - Deus vive entre seu povo.

6. Daniel 7 - A besta que vem do mar.

7. Zacarias 1:7-11; 6:1-8 - Cavalos e cavaleiros.

8. Joel 1:2-2:11 - A praga de gafanhotos.

9. Ezequiel 38 e 39 - 20:7-10 - Conflito com Gogue e Magogue.

10. Zacarias 4 - Duas oliveiras como testemunhas.

11. Daniel 7:18-28 - 22:5 - Os crentes reinarão com Deus por toda a eternidade.

12. 2 Tessalonicenses 2:7-14 - Extraordinários sinais e milagres feitos pela besta.

13. Jeremias 49:35-39 - Os quatro ventos do juízo.

14. Isaías 34:1-4 - O céu se enrola como um pergaminho.

15. Sofonias 1:14-18; 1 Tessalonicenses 5:1-3 - A ira de Deus, da qual ninguém pode escapar.

16. Isaías 2:19-22; 6:2; 8:5; 11:13 - Terremoto.

17. Lucas 21:20-24 - A devastação da cidade santa de Jerusalém.

18. Joel 2:28-32; Atos 2:14-21 - A lua se torna como sangue.

19. Marcos 13:21-25 - Estrelas caindo do céu.

20. Isaías 6:2; 8:5; 11:13 - Terremoto.

21. Lucas 8:26-34; 9:1-2; 17:3-8 - O abismo insondável.

22. Mateus 22:1-14 - 19:5-8 - As bodas do Cordeiro.

23. Ezequiel 1:22-28 e 4:2-3; 10:1-3 - Um arco-íris brilhante circunda o trono de Deus.

24. João 5:19-30 - 20:11-15 - Julgamento de todos os povos.

25. 1 Coríntios 13:11,12 - 22:3-5 - Veremos Deus face a face.

PORQUE TODOS DEVEMOS COMPARECER ANTE O TRIBUNAL

     O tribunal de Cristo:

Após o arrebatamento da Igreja, todos os membros comparecerão perante o tribunal de Cristo. Como está escrito em II Co 5.10: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal". O apóstolo Paulo usou a palavra "bema", que significa "plataforma elevada", dando-nos uma ideia da solenidade desse momento.

    É interessante notar que nos antigos jogos olímpicos, os atletas vitoriosos recebiam na plataforma o prêmio, a coroa, como mencionado em I Co 9.24. Da mesma forma, após o arrebatamento da Igreja, os santos comparecerão perante o tribunal de Cristo para receber galardões, que terão lugar nas regiões celestiais, como está escrito em I Ts 4.17.

Detalhes do tribunal de Cristo:

1 – Este tribunal não se trata do Grande Trono Branco mencionado em Apocalipse 20:11-15;

2 – O propósito não é julgar pecados, pois será para os salvos, como está escrito em I João 1:7;

3 – Não será um tribunal para condenar, conforme Romanos 8:1.

4 – A Igreja, composta pelos salvos, será julgada. Conforme II Coríntios 5:10, serão avaliadas as obras (I Coríntios 3:12-15), os sofrimentos (Mateus 5:11-12), os trabalhos para Deus (I Coríntios 15:58) e o tratamento para com os irmãos (Romanos 14:10), bem como a fidelidade (Apocalipse 2:10). É importante lembrar que o nosso caminhar é acompanhado por Deus (Salmo 139:13).

Galardão:

    O galardão será uma recompensa, um reconhecimento pelo trabalho executado aqui no Reino de Deus, como mencionado em II Co 5.10. É importante ressaltar que a salvação não é alcançada por meio das obras, pois o cristão pratica boas ações por já ser salvo; a salvação é alcançada pela fé, conforme Ef 2:8-9.

    O julgamento do tribunal de Cristo:

    Em I Co 3:11-15, o apóstolo Paulo utiliza linguagem figurada para descrever como será esse julgamento. Em outras partes da Bíblia, a Igreja é representada como um edifício, mas aqui vemos o trabalho e o resultado do que a Igreja está realizando na terra.

    É importante observar que três materiais são representados como aprovados por Deus, enquanto três elementos são reprovados. Isso serve como um alerta, pois muitos cristãos estão utilizando esses elementos reprovados por Deus.

Aprovados:

    Ouro: Em 1 Coríntios 3.12, o ouro é mencionado como representante da "glória de Deus". Em Êxodo 37.7, 40.34-38 e Hebreus 9.5, o ouro é associado à presença e à glória de Deus. O ouro realmente é tudo o que exclusivamente glorifica a Deus, e devemos fazer tudo para a sua glória.

    Prata: Também em 1 Coríntios 3.12, a prata é mencionada como significado de "resgate" no Antigo Testamento. Em Êxodo 26.19, a prata é associada ao resgate, e podemos entender isso como o empenho por resgatar vidas do pecado, oferecendo salvação para aqueles que perecem.

     Pedras Preciosas: As pedras preciosas mencionadas em Êxodo 28:17-20 eram parte do peitoral usado pelo sumo sacerdote. Além disso, o Urim e Tumim, que representavam verdades e perfeições, eram colocados no peitoral e utilizados para discernir a vontade de Deus. Essas ferramentas eram consultadas em momentos difíceis, como para determinar a inocência ou culpa em determinadas situações.

    Essas pedras preciosas, portanto, simbolizavam a orientação do Espírito Santo e a doutrina bíblica, conforme mencionado em 1 Timóteo 4:16. Elas representavam as obras realizadas pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, conforme descrito em João 15:4-6.

Reprovados

    Madeira: A madeira é um material de pouca duração, em comparação com o ouro, a prata e as pedras preciosas, e o seu valor. Mt 3.10. O trabalho feito com madeira é a representação da natureza humana, que glorifica a si mesma. Lc 6.3436.

    Feno: I Co 3.12 O feno é erva seca, comida de animais. Dn 4.23. este é o resultado de trabalhar na carne, com mundanismo e vaidade humana. I Co 2.14, 3:1.

    Palha: I Co 3.12. A palha é mais baixa, sem valor, casca vazia do grão, uma vez retirado Sl 1.4. A falta de estabilidade espiritual está associada à palha. I Rs 18.20.

Recompensa:

    1 - coroa da vida: Refere-se ao prémio ou recompensa que é concedido aos fiéis que perseveram e superam as provações da vida cristã de acordo com as passagens bíblicas Tg 1.12 e Ap 2.10.

    2 - coroa da justiça: Indica a recompensa reservada para aqueles que permanecem fiéis e cumprem com justiça os desígnios de Deus, conforme mencionado em II Tm 4.8.

    3 - coroa da glória: Esta coroa simboliza a recompensa celestial e a honra reservada aos que servem a Deus com devoção e fidelidade, conforme descrito em I Pe 5.34.

    4 - coroa incorruptível: Refere-se ao prémio eterno e imperecível reservado para os que lutam a boa luta da fé, mencionado em I Co 9.25.

Conclusão

    Neste estudo sobre o tribunal de Cristo, podemos observar que após o arrebatamento da Igreja, os crentes comparecerão diante do tribunal de Cristo para receber galardões, que serão uma recompensa pelo trabalho executado aqui pelo Reino de Deus. Este julgamento não será para condenar, mas sim para avaliar as obras, sofrimentos, trabalhos para Deus, tratamentos para com os irmãos e a fidelidade dos santos. A salvação não é pelas obras, mas sim pela , e os galardões representam um reconhecimento pelo serviço prestado. Este estudo nos alerta para a importância de vivermos de acordo com a vontade de Deus, buscando glorificá-Lo em tudo o que fazemos, e nos incentiva a perseverar na e no serviço ao Senhor, visando as recompensas celestiais que nos aguardam.