INTRODUÇÃO DO LIVRO DE SEGUNDO ESCREVEU JOÃO

 INTRODUÇÃO:

O livro de João contém 21 capítulos, 879 versículos e aproximadamente 18.927 palavras na versão NTLH Ed. 200. Na versão ACF, são cerca de 17.562 palavras, na ARC são 17.424 palavras e na ARA são 17.981 palavras. O tempo médio de leitura na versão ARA é de cerca de 2 horas. O capítulo mais extenso é o 6, com 71 versículos, enquanto os capítulos 2 e 21 são os mais curtos, cada um com 25 versículos. Especificamente, o capítulo 2 é o menor em número de palavras, totalizando 460 na versão ARC.

AUTOR:

O autor do Evangelho de João é tradicionalmente considerado o apóstolo João, filho de Zebedeu. Este ponto de vista é apoiado por Irineu (c. 130-200 d.C.) e confirmado por Eusébio (265-339 d.C.). Embora os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) frequentemente mencionem João, seu nome não aparece diretamente no Evangelho de João. Além deste Evangelho, João também escreveu três Epístolas e o livro do Apocalipse. Nascido em Betsaida e irmão de Tiago, algumas interpretações sugerem que João poderia ser mais jovem que os outros 11 discípulos. Conhecido inicialmente por seu temperamento vingativo, ambição e intolerância, João se tornou o apóstolo do amor, enfatizando a importância do amor cristão, especialmente em 1 João 4.7. Ele faleceu de causas naturais, vivendo até os 100 anos.

DATA E LOCAL:

O Evangelho de João provavelmente foi escrito por volta de 90 d.C., embora algumas fontes sugiram uma data anterior, em torno de 70 d.C. Não há consenso sobre o local exato de sua redação.

DESTINATÁRIO:

O Evangelho de João foi dirigido principalmente a cristãos não judeus e céticos influenciados pelas filosofias gregas da época, que negavam a verdadeira humanidade de Jesus, reconhecendo apenas Sua divindade. João expressa claramente seu propósito em 20.31: "para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus". Este evangelho visa corrigir visões distorcidas e a descrença, reafirmando a verdadeira identidade de Jesus Cristo.

ESTRUTURA:

O Livro de João está dividido em duas partes principais:

1.     Ministério Público de Jesus (Capítulos 1-12): Nesta seção, o livro destaca o ministério público de Jesus Cristo, abrangendo diversos ensinamentos, milagres e interações com o mundo ao Seu redor.

2.     Ensino aos Discípulos (Capítulos 12-21): A segunda parte se concentra no ensino específico de Jesus aos Seus discípulos, explorando ensinamentos mais diretos e momentos mais íntimos compartilhados com eles.

ABORDAGEM PECULIAR:

     Este é o Evangelho mais teológico entre os quatro. João descreve Cristo em cada capítulo como uma coleção de obras de arte que revelam diferentes aspectos de Seu caráter ou obra. No capítulo 1, Ele é o Filho de Deus (vv. 1-14); no capítulo 2, o Filho do Homem (vv. 1-10); no capítulo 3, o Mestre divino (vv. 2-21); no capítulo 4, o Ganhador de almas (vv. 7-29); no capítulo 5, o Médico dos médicos (v. 8,9); no capítulo 6, o Pão da vida (v. 48); no capítulo 7, a Água da vida (v. 37); no capítulo 8, o Defensor do fraco (vv. 3-11); no capítulo 9, a Luz do mundo (v. 5); no capítulo 10, o Bom Pastor (v. 11); no capítulo 11, o Príncipe da vida (v. 25); no capítulo 12, o Rei (vv. 12-15); no capítulo 13, o Servo (vv. 4,5); no capítulo 14, o Consolador (v. 1); no capítulo 15, a Videira verdadeira (v. 1); no capítulo 16, o Doador do Espírito (vv. 7-15); no capítulo 17, o Grande Intercessor (vv. 1-26); no capítulo 18, o Sofredor (v. 11); no capítulo 19, o Salvador crucificado (v. 18; 3.14); no capítulo 20, o Conquistador da morte (vv. 1-31); e no capítulo 21, o Restaurador do arrependido (vv. 15-17).

ESTATÍSTICAS:

No Evangelho de João, apenas sete eventos são mencionados nos outros Evangelhos: as palavras de João, a última ceia, a unção em Betânia, a paixão, a ressurreição, o milagre da alimentação dos 5.000 e o caminhar sobre a água. João apresenta material exclusivo que não está nos outros Evangelhos. Ele usa a expressão "quem Jesus amava" quatro vezes, faz 175 perguntas (os capítulos 15 e 17 não têm perguntas),[1] menciona 16 profecias do Antigo Testamento cumpridas,[2] 43 novas profecias, e contém 85 versículos com profecias cumpridas[3] e 7 versículos com profecias ainda não cumpridas. Há cerca de 14 referências ao Antigo Testamento[4] e a palavra "vida" aparece 36 vezes.[5]

OS “EU SOU” DE JESUS NO EVANGELHO DE JOÃO:

Os "Eu Sou" de Jesus no Evangelho de João são afirmações poderosas sobre Sua natureza e missão. Ele se descreve como:

  • "O pão da vida" (João 6.35, 48, 51), oferecendo sustento espiritual.
  • "A luz do mundo" (João 8.12), trazendo clareza divina.
  • "A porta" (João 10.7, 9), o caminho para a comunhão com Deus.
  • "O bom pastor" (João 10.11, 14-15), expressando Seu cuidado amoroso.
  • "A ressurreição e a vida" (João 11.25), oferecendo esperança e vida eterna.
  • "O caminho, a verdade e a vida" (João 14.6), revelando a conexão verdadeira com Deus.
  • "A videira verdadeira" (João 15.1, 5), simbolizando a ligação espiritual com os crentes.

Essas declarações refletem a profunda compreensão de Jesus sobre Sua missão e divindade.

MILAGRES NO EVANGELHO DE JOÃO:

Os milagres de Jesus, conforme registrados no Evangelho de João, demonstram Seu poder e divindade:

1.     Transformação da água em vinho (João 2.1-11): Seu primeiro milagre, mostrando autoridade sobre a natureza.

2.     Cura do filho de um funcionário público (João 4.43-54): Cura à distância, destacando Seu poder sobre doenças.

3.     Cura de um paralítico (João 5.1-18): Cura de um homem paralisado há 38 anos, mostrando domínio sobre a saúde.

4.     Alimentação de uma multidão (João 6.1-15): Multiplicação dos pães e peixes, demonstrando capacidade de prover.

5.     Caminhada sobre a água (João 6.16-21): Andar sobre as águas, revelando controle sobre as forças naturais.

6.     Cura de um homem cego (João 9.1-41): Restauração da visão, evidenciando luz espiritual e física.

7.     Ressurreição de Lázaro (João 11.1-44): Ressurreição de Lázaro, manifestando poder sobre a morte.

Esses milagres são apresentados como sinais da identidade divina de Jesus, convidando as pessoas a crerem Nele (João 20.30-31).

TÍTULOS E DESIGNÇÕES DE JESUS NO EVANGELHO DE JOÃO:

O Evangelho de João, destacando-se entre os outros Evangelhos, revela Jesus Cristo através de muitos nomes e títulos divinos. Nenhum outro Evangelho apresenta tantas designações para Jesus. Vamos explorar alguns desses títulos importantes:

1.     Verbo divino (João 1.1)

2.     Criador de todas as coisas (João 1.3)

3.     Luz verdadeira (João 1.9)

4.     Deus Unigênito (João 1.18)

5.     Cordeiro de Deus (João 1.29)

6.     Filho de Deus (João 1.34)

7.     Messias (João 1.41)

8.     Jesus de Nazaré (João 1.45)

9.     Rei de Israel (João 1.49)

10.                       Filho do Homem (João 1.51)

11.                       Transformador da água em vinho (João 2.1-12)

12.                       Purificador do templo (João 2.13-21)

13.                       Mestre divino (João 3.1-2)

14.                       Filho Unigênito de Deus (João 3.16, 18)

15.                       Fonte de água viva (João 4.14)

16.                       Salvador do mundo (João 4.42)

17.                       Juiz dos vivos e dos mortos (João 5.22-30)

18.                       Pão Vivo do céu (João 6.41)

19.                       Pão da vida (João 6.48)

20.                       Água viva (João 7.37-38)

21.                       Luz do mundo (João 8.12)

22.                       Libertador de Israel (João 8.31-36)

23.                       Restaurador da vista aos cegos (João 9.1-7)

24.                       Porta das ovelhas (João 10.7)

25.                       Bom Pastor (João 10.11)

26.                       Ressurreição e Vida (João 11.25)

27.                       Bendito Rei de Israel (João 12.13-14)

28.                       Servo lavando os pés dos discípulos (João 13.1-20)

29.                       Caminho, Verdade e Vida (João 14.6)

30.                       Videira verdadeira (João 15.1)

31.                       Vencedor do mundo (João 16.33)

32.                       Sumo Sacerdote intercessor (João 17.1-26)

33.                       Mestre traído e negado (João 18.1-27)

34.                       Salvador crucificado (João 19.1-37)

35.                       Salvador ressuscitado (João 20.1-17)

36.                       Senhor Deus (João 20.28)

37.                       Cristo (João 20.31)

38.                       Restaurador do discípulo arrependido (João 21.1-19)

Também se destaca entre os outros, fazendo nove afirmações da união de Cristo com o Pai.

1.     O Filho não pode fazer nada sozinho (João 5.17,19; 8.18).

2.     Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma (João 5.30).

3.     Eu não busco a minha vontade, mas sim a vontade do Pai (João 5.30; 6.38).

4.     Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou (João 7.16; 8.26,38).

5.     Nada faço por mim mesmo (João 8.28).

6.     Eu faço sempre o que lhe agrada (João 8.29).

7.     Eu vim de Deus, não de mim mesmo (João 8.42; 16.28).

8.     Eu não busco a minha glória (João 8.50,54).

9.     As palavras que lhes digo não as digo de mim mesmo, mas do Pai, que me mandou dizê-las (João 10.25,37,38; 14.10,11).

 



[1] Perguntas: cap. 1,19-22 (6 perguntas),25,38, (3 perguntas), 46,48,50; cap.2.4,18,20; cap.3.4 (2 perguntas),9,10,12: cap. 4.9,11,12, no verso 27(2), 29,33,35; cap. 5.6,12,44,47; cap. 6.5,9,25,verso 30(2),verso 42(2),52,60,61,62,67,68,70; cap. 7.11,15,18,19,20,23,26,31,verso 35(2),36,no versos 41-52(7); cap. 8.5,verso 10(2),19,22,25,33,43, verso 46(2),48; verso 53(2),57; cap. 9.2,8,10,12,16,17,verso 19(2),versos 26-27(4),34,35,36,40; cap. 10.20,21,24,32,34,36; cap. 11. 8,9,26,34,37,40,47,56; cap. 12.5,19,verso 27(2),verso 34(2),verso 37(2); cap. 13.6,12,25,36,37,38; cap. 14.5verso 9(2),10, 22; 16. cap. 16,17,18,19,31; cap. 18.4,6,11,17, versos 21-23(3), 29,33,34,verso 35(2),37,38,39; cap. 19. 9,10,12,15; cap. 20. 13, verso 15(2),29; cap. 21.5,12,15,16,verso 17(2), 20,21,22,23.

[2] João 1.23a "Eu sou a voz do que clama no deserto: ..." Is 40.3; João 2.17c, "...O zelo da tua casa me devorará". Sl 69.9; João 6.45a "Está escrito nos profetas: "E serão todos ensinados por Deus"..." Is 54.13; Jr 31.34; João 7.45 "Não diz a Escritura que o "Cristo vem da descendência de Davi e de Belém, da aldeia de onde era Davi? Is 11.1,10; Jr 23.5; Mq 5.1,2; João 12.13 "Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor! ..." Sl 118.25,26; João 12.15 "Não temas, ó filha de Sião! Eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta". Zc 9.9; João 12.38 "para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: "Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?" Is 53.1; João 12.40 "Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração,..." Is 51.1; João 13.18b "... para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar". Sl 41.9; João 15.35c ".... Aborreceram-me sem causa". Sl 35.19; 69.4; cf. Sl 109.3; 119.161; João 17.12 conf. Sl 41.9; 69.25-29; 109.8; Atos 1.20-25; João 19.24a conf. Sl 22.18; João 19.28a conf. Sl 69.21; João 19.36-37 conf. Êxodo 12.46; Números 9.12; Sl 34.20, verso 37 conf.Sl22 .16 ; Zc12 .10 ; cf.Ap1 .7 ; Jo20 .9a conf.Sl16 .10 ,11.

[3] Profecia cumprida – João 1.29,50-51; 2.19. Veja o versículo 22 e Mateus 28.6,7,9; 1 Coríntios 15.3,4; João 3.14 confirma Números 21.9; João 8.28; 12.32,34; 1 Pedro 2.24). João 3.30; João 4.21a, 50; João 5.20b,25a, não cumprida 28,43a; sendo cumprida João 6.35a,37a,39a,44, e será completamente cumprida na ressurreição dos justos, 1 Tessalonicenses 4.16; 1 Coríntios 15.23.51-58; cumprida e sendo cumprida João 6.50, o verso 53, e será completamente cumprida na ressurreição dos justos, João 6.62a; João 7.33a,37b; João 8.21a; João 10.14a; João 11.49b; João 12.23.

[4] João 1.23 (João), Isaías 40.3. João 2.17 (Jesus), Salmo 69.9. João 6.31 (Judeus), Salmo 78.24-25. João 6.45 (Jesus), Isaías 54.13. João 10.34 (Jesus), Salmo 82.6. João 12.13 (Povo Judeus) Salmo 118.25-26. João 12.15 (Jesus), Zacarias 9.9. João 12.38 (João), Isaías 53.1. João 12.40 (Jesus), Isaías 6.9-10. João 13.18 (Jesus), Salmo 41.9. João 15.25 (João), Salmos 35.19. João 19.24 (Marcos), Salmo 22.18. João 19.36 (João). Êxodo 12.46; Números 9.12; Salmos 34.20. João 19.37 (João), Zacarias 12.10.

[5] Jo 1.4 Jo 3.15 Jo 3.16 Jo 3.36 Jo 4.14 Jo 4.36 Jo 5.24 Jo 5.26 Jo 5.29 Jo 5.39 Jo 5.40 Jo 6.27 Jo 6.33 Jo 6.35 Jo 6.40 Jo 6.47 Jo 6.48 Jo 6.51 Jo 6.53 Jo 6.54 Jo 6.63 Jo 6.68 Jo 8.12 Jo 10.10 Jo 10.11 Jo 10.15 Jo 10.17 Jo 10.28 Jo 11.25 Jo 12.25 Jo 12.50 Jo 13.37 Jo 13.38 Jo 14.6 Jo 15.13 Jo 17.2 Jo 17.3 Jo 20.31

Mandamentos , Êxodo 20:2-3; Deuteronômio 5:6-7.

 Amor de Deus (Mandamentos 1-4), Êxodo 20:2-3; Deuteronômio 5:6-7.

1. Nenhum Outro Deus (Êxodo 20:2-3; Deuteronômio 5:6-7)

Este mandamento é o alicerce de todos os outros e se baseia na identidade e ações do Senhor. Ele declara: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim." Esta afirmação estabelece quem Deus é, a quem Ele pertence (Seu povo) e o que Ele fez (libertação do Egito).

  • "Eu (sou)" precede "Ser-me-eis": A relação do povo com Deus é fundamentada na Sua existência e santidade.
  • "Não farás para ti": Isto pode sugerir que os deuses falsos existem apenas na imaginação dos adoradores.
  • "Diante de mim": Significa na presença de Deus, indicando que a adoração de outros deuses é uma afronta direta a Ele.
  • Mandamento Fundamental: Este é o mandamento central da relação entre Deus e Israel no Antigo Testamento. Até mesmo Jesus foi tentado nesta área (Mateus 4:8-10).

2. Nenhum Ídolo (Êxodo 20:4-6; Deuteronômio 5:8-10)

Este mandamento proíbe a criação e adoração de ídolos, enfatizando que Deus deve ser adorado como Ele se revela, não conforme imaginações humanas.

  • Adoração em Espírito e em Verdade: Conforme João 4:24, a verdadeira adoração não se baseia em apelos estéticos ou intelectuais, mas em resposta ao Espírito e à Palavra de Deus.
  • Invisibilidade de Deus: Deuteronômio 4 e Isaías 40:18-44:9 enfatizam a impossibilidade de representar Deus de maneira adequada através de imagens.
  • Zelo de Deus: O zelo de Deus é comparado ao amor exclusivo de um casamento, significando Seu profundo compromisso com a fidelidade do Seu povo.
  • Consequências das Iniquidades: Deus declara que visitará a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, mas abençoará milhares de gerações dos que O amam e guardam Seus mandamentos. Isto não significa que Ele culpa os filhos pelos pecados dos pais, mas que as ações de uma geração afetam as subsequentes. Exemplos disso são encontrados em Provérbios 14:34; 29:18; Isaías 48:18; Oséias 4:1ss.

Os primeiros dois mandamentos destacam a exclusividade e santidade de Deus, enfatizando que Ele deve ser adorado como se revela e que qualquer forma de idolatria é uma grave ofensa. A relação do povo com Deus deve ser baseada em um compromisso exclusivo e fiel, refletindo a profunda conexão entre o amor a Deus e a obediência aos Seus mandamentos.

3. O Nome de Deus (Êxodo 20:7; Deuteronômio 5:11)

O mandamento que proíbe tomar o nome de Deus em vão pode ser interpretado de diversas maneiras, todas relacionadas ao uso irreverente ou irresponsável do nome de Deus.

  • Usar o nome de Deus "inutilmente": Isto se refere ao uso do nome de Deus para nenhum propósito bom, seja na adoração (como indicado em Salmos 50:16 e Isaías 29:13), na conversa comum (como Jesus adverte em Mateus 5:34), ou numa tentativa de exercer poder (como no incidente de Atos 19:13ss.).
  • Santidade do Nome: A reverência pelo nome de Deus é destacada em histórias como a de Jacó em Peniel (Gênesis 32:30) e Manoá (Juízes 13:18). Moisés também teve uma visão da santidade de Deus (Êxodo 33:18ss.; 34:5ss.), onde o nome de Deus foi proclamado juntamente com Seus atributos.
  • Auto-entrega de Deus: O nome de Deus é uma parte essencial de Sua auto-revelação. Ele não deve ser usado de forma trivial, mas para invocá-lo em verdade e entrar em comunhão reverente com Ele (R. S. Wallace, "The Ten Commandments", p. 53).
  • Consequências do Uso Indevido: O aviso "o Senhor não terá por inocente" (Êxodo 20:7) sugere um contexto primário de perjúrio. Embora o nono mandamento cubra parcialmente isso, os primeiros quatro mandamentos lidam com a questão mais ampla do relacionamento do homem com Deus.

4. O Dia de Deus (Êxodo 20:8-11; Deuteronômio 5:12-15)

O sábado é um dia de "interrupção" ou "descanso" (Gênesis 2:2; Êxodo 16:23,30). Este dia é tanto um presente de Deus quanto um dia santo dedicado a Ele.

  • Dia Santo e de Descanso: O sábado é descrito como "santo" e pertencente ao Senhor, que o "santificou". Ele é também um dia abençoado e um presente para reanimar o homem e o animal (Deuteronômio 5:14).
  • Diferenças entre Êxodo e Deuteronômio: Deuteronômio começa com "Observe" em vez de "Lembre-se" (ambas as palavras são praticamente sinônimas), e termina com o tema da escravidão em vez da criação (Êxodo 20:11).
  • Sinal da Aliança: O sábado é um sinal da aliança (Êxodo 31:12-17; Ezequiel 20:12). As leis específicas do sábado incluem Êxodo 34:21; 35:2,3; Levítico 23:3; 24:8; Números 15:32-36; 28:9,10. A observância do sábado no Antigo Testamento é mencionada em várias passagens, como Êxodo 16:22-30; Neemias 10:31; 13:15-22; Salmo 92; Jeremias 17:21-27; Ezequiel 20:12-24; Amós 8:5.
  • Origem do Sábado: A origem do sábado foi debatida, com sugestões de que possa ter derivado de várias fontes, como os babilônios, quenitas, cananitas, a lua ou o mercado (J. J. Stamm e M. E. Andrew, "The Ten Commandments", pp. 90-95).

B. Amor ao Próximo (Mandamentos 5-10)

5. Respeito aos Pais (Êxodo 20:12; Deuteronômio 5:16)

A autoridade dos pais é vista no Antigo Testamento como parte da ordem divina.

  • Autoridade Inerente: A autoridade de um pai e de uma mãe está mais na sua posição do que nas suas qualidades pessoais (Gênesis 9:20-27). Amaldiçoar ou desafiar os pais eram ofensas capitais (Êxodo 21:17; Deuteronômio 21:18-21; Provérbios 30:11,17).
  • Promessa de Vida Longa: A promessa ligada a este mandamento enfatiza o caráter do Decálogo como a expressão da aliança de Deus com Seu povo peregrino (Efésios 6:2). Os pais têm o dever correspondente de educar seus filhos na lei de Deus (Deuteronômio 6:6-9,20-25; Provérbios 1:8; 6:20; 22:6).
  • Ensino de Jesus: Jesus cita e reafirma este mandamento em vários contextos (Mateus 19:19; Efésios 6:2s). Ele não apoiou nenhum pretexto para evitá-lo (Mateus 15:4ss.; 1 Timóteo 5:4,8).

6. Não matarás (Êxodo 20:13; Deuteronômio 5:17)

O verbo hebraico usado aqui é mais precisamente traduzido como "assassinarás" em vez de "matarás". Isso é evidente pelo contexto de Êxodo e Deuteronômio, onde a matança de animais e, em certos casos, de humanos (em guerra ou judicialmente) é ordenada.

  • Distinção entre assassinato e homicídio: A penalidade para o assassinato, em contraste com homicídio acidental, era a morte (Números 35:22ss.). Essa penalidade já estava em vigor antes da lei do Sinai, conforme os decretos a Noé (Gênesis 9:6).
  • Ensino de Jesus: Jesus ampliou o significado do mandamento, aplicando-o àqueles que se entregam à ira, insultos e brigas (Mateus 5:21-26). Ele destacou a afinidade espiritual do assassino com o diabo, "um homicida desde o princípio" (João 8:44). Primeira João 3:15 marca como um homicida "todo aquele que odeia a seu irmão".

7. Não adulterarás (Êxodo 20:14; Deuteronômio 5:18)

No Antigo Testamento, o adultério é definido como a relação sexual entre um homem e uma mulher casada (Ezequiel 16:32; Oséias 4:13b). A penalidade era a morte para ambas as partes envolvidas (Levítico 20:10; Deuteronômio 22:22).

  • Gravidade do adultério: Embora o adultério seja uma ofensa mais grave que a fornicação (que podia ser resolvida com alguma restituição, como em Deuteronômio 22:28,29), o Antigo Testamento denuncia intensamente toda relação sexual fora do casamento.
  • Responsabilidade do homem: O AT condena o homem mais firmemente do que a mulher em casos de infidelidade (Oséias 4:14). Relações sexuais entre noivos também são proibidas, distinguindo o casamento do noivado (Gênesis 2:24).
  • Ensino de Jesus: Jesus mostrou que o mandamento podia ser violado tanto pelo pensamento quanto pelo ato (Mateus 5:27-28). Ele também condenou o divórcio de um cônjuge fiel (Mateus 5:31-32; Marcos 10:11-12).

8. Não furtarás (Êxodo 20:15; Deuteronômio 5:19)

Além do sentido óbvio de roubo, o Antigo Testamento condena várias formas de roubo indireto:

  • Exploração: Êxodo 22:25-27 e 23:6-8 condenam a exploração.
  • Fraude: Amós 8:5b condena a fraude.
  • Despojamento: Miquéias 2:2 condena o despojamento.
  • Sonegação de direitos: Provérbios 3:27-28 e Malaquias 3:8-10 condenam a sonegação de direitos.
  • Ensino no Novo Testamento: O Novo Testamento endossa o mandamento e exorta à honestidade, trabalho duro e doação caridosa (Efésios 4:28), exemplificando o amor que cumpre plenamente a lei.

9. Não darás falso testemunho (Êxodo 20:16; Deuteronômio 5:20)

O contexto é o tribunal de justiça. Deuteronômio 19:15-21 requer um mínimo de duas testemunhas para uma acusação criminal e faz do falso testemunho uma ofensa sujeita à penalidade.

  • Casos exemplares: Os julgamentos de Nabote (1 Reis 21:13-14) e de Cristo (Mateus 26:59-61) mostram a persistência do falso testemunho.
  • Ensino no Novo Testamento: Efésios 4:15-25 expõe a veracidade no contexto do amor mútuo.

10. Não cobiçarás (Êxodo 20:17; Deuteronômio 5:21)

Este mandamento é explícito quanto às atitudes interiores.

  • Citado por Paulo: Em Romanos 7:7ss., Paulo cita este mandamento como revelador da pecaminosidade interna.
  • Desejo egoísta: O verbo hebraico significa "desejar com todo o coração". Isso inclui qualquer desejo egoísta do homem caído (Gálatas 5:16-17). Em Tiago 1:14, a cobiça é a pré-condição do pecado; em 1 João 2:16, é a ânsia pelas satisfações mundanas. Em Mateus 5:28, Jesus associa o adultério a essa atitude.

CONCLUSÃO:

 O Decálogo, portanto, revela tanto as ações quanto as intenções do coração humano, expondo a raiz do pecado e destacando a importância do amor verdadeiro que cumpre a lei de Deus.

 

Comentários de Romanos Capítulo 7 do versículo 14 até o 25

Paulo, em Romanos 7:14-25, apresenta uma reflexão profunda sobre a futilidade da lei e a luta interna do ser humano. Ele destaca a natureza espiritual da lei em contraste com a condição carnal do homem, evidenciando a incapacidade humana de cumprir plenamente a lei devido à escravidão ao pecado.

A Natureza da Lei e a Condição Humana

No versículo 14, Paulo afirma que "a lei é espiritual" (pneumatikos), significando que é originada e dada pelo Espírito de Deus. Contudo, ele se reconhece como "carnal" (sarkinos), indicando sua natureza de carne e sangue e sua impotência moral diante das tentações. A expressão "vendido sob o pecado" reforça a ideia de escravidão ao pecado, como traduzido por Barrett: "Eu sou um homem de carne, vendido como um escravo para estar sob o poder do pecado".

O Conflito Interno

Paulo expõe sua perplexidade diante de suas próprias ações: "Porque o que faço, não o aprovo; pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço". Esta confissão ressoa com a experiência comum de muitas pessoas, refletindo o conflito entre a razão e as paixões, como observado por filósofos e poetas tanto antigos quanto modernos. Paulo reconhece que, ao fazer o que não quer, ele consente com a bondade da lei, mas identifica que "já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim". Paulo está revelando seus sentimentos mais profundos; ele descreve uma experiência que é fundamental para a condição humana. Ele conhecia o que era certo, desejava fazer o bem, mas muitas vezes falhava. Ele também reconhecia o mal e lutava para resistir a ele. Sentia-se dividido, como se fossem duas pessoas dentro dele. Essa luta interna era conhecida por seus contemporâneos e é familiar para nós também.

Os judeus também tinham uma compreensão semelhante desse conflito interno, acreditando que cada pessoa possuía impulsos bons e maus. Eles viam isso como uma questão de escolha, acreditando que ninguém era obrigado a sucumbir ao impulso mau.

Ben Sirac escreve “que o Senhor odeia todas as formas de abominação e nenhuma é agradável para aqueles que o temem. Ele também menciona que desde o início, Deus criou o homem e o deixou à mercê de suas próprias escolhas”. (Apud. Barclay)[1]

Ovídio, o poeta romano, escreveu a famosa máxima: "Eu vejo as coisas melhores e as passo, mas sigo as piores." (ibid)

Essa luta interior, essa tensão entre o que é certo e o que é errado, é uma experiência universal e atemporal.

A Dualidade do Eu

Paulo distingue entre o "eu" e a "minha carne", reconhecendo a guerra interna entre o desejo de fazer o bem e a realidade de cometer o mal. Ele descreve o "homem interior" como aquele que tem prazer na lei de Deus, mas lamenta que a "lei do pecado" presente em seus membros prevalece. Este conflito é caracterizado pela luta constante entre a natureza caída (carnal) e o desejo espiritual de obedecer a Deus.

A Inutilidade da Vontade Humana

Paulo admite a incapacidade da vontade humana de realizar o bem: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem". Ele descreve a frustração de desejar fazer o bem, mas acabar fazendo o mal, apontando para a natureza escravizadora do pecado.

A Lei e o Pecado

Paulo observa que a lei, embora boa, revela a presença do pecado e sua influência destrutiva. Ele menciona uma "lei" que, ao desejar fazer o bem, encontra o mal presente. Esta luta entre o "homem interior" e os "membros" revela a tensão entre o desejo espiritual de cumprir a lei de Deus e a realidade da natureza pecaminosa.

A Esperança em Cristo

Apesar desta condição desesperadora, Paulo aponta para a esperança fora de si mesmo: a confiança em Jesus Cristo. Ele reconhece que a libertação do poder do pecado não está em sua própria capacidade, mas na fé em Cristo, que oferece a redenção e a vitória sobre o pecado.

Paulo, em Romanos 7:14-25, descreve a futilidade da lei para vencer o pecado e a luta interna do ser humano entre o desejo de cumprir a lei de Deus e a realidade da natureza pecaminosa. Ele conclui que a solução para esta condição reside na fé em Jesus Cristo, que oferece a verdadeira libertação e vida.

O Clamor de Paulo e a Condição Humana

Paulo, em Romanos 7:24, exclama: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Esta expressão reflete o desespero de alguém ciente de sua própria condição pecaminosa e impotente para se libertar por si mesmo. O "corpo desta morte" refere-se ao ser dominado pelo pecado, como Paulo descreve em Romanos 6:6, onde o "corpo do pecado" está entregue à morte. Aqui, "corpo" (soma) representa a existência governada pelo pecado, ou seja, a carne.

A Gloriosa Resposta em Cristo

Em resposta ao seu próprio clamor, Paulo agradece a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor (Rm 7:25). Esta declaração, embora gramaticalmente incompleta, antecipa a libertação prometida e será expandida no capítulo 8 de Romanos. Paulo, ao expressar sua gratidão, interrompe sua narrativa para proclamar a solução para o seu dilema.

A Dualidade do Serviço

Paulo resume sua condição dizendo: "Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado". Esta dualidade reflete a tensão contínua entre o desejo de obedecer a Deus e a realidade da fraqueza humana sob o pecado.

A Natureza do Homem Miserável

O homem miserável descrito por Paulo é aquele que, confrontado pela lei, tenta em vão cumprir suas exigências, mas é continuamente frustrado pela carne. Este homem é o "velho homem" mencionado em Romanos 6:6, que morreu com Cristo para que pudesse ser unido a Ele e dar frutos para Deus (Rm 7:4).

A Experiência de Paulo e a Condição Pré-Cristã

Paulo fala de sua própria experiência pré-cristã como fariseu, alguém que sinceramente buscava cumprir a lei de Deus, mas falhava constantemente. Ele descreve este estado como um encontro angustiante com a lei, que revela a incapacidade humana de alcançar a justiça por meio das próprias obras.

A Redenção e a Libertação

A libertação do estado de miséria descrito em Romanos 7 é alcançada por meio de Jesus Cristo e do dom do Espírito Santo. Paulo argumenta que, sob a graça, um homem pode ser liberto do pecado, algo que a lei não podia realizar (Rm 8:3). A transição de Romanos 7 para Romanos 8 marca a passagem do conflito e derrota para a vitória e paz através do Espírito.

A Aplicação para os Crentes

Embora Romanos 7:14-25 descreva principalmente a condição do homem não regenerado, também tem implicações para os crentes que ainda lutam contra as tendências residuais da carne. Paulo sugere que a santificação não é alcançada pelo próprio esforço, mas pelo poder santificador do Espírito Santo. Mesmo os crentes podem experimentar momentos de derrota enquanto aprendem a depender totalmente do Espírito para sua santificação.

Conclusão: A Doutrina da Santificação

Paulo enfatiza que tanto a santificação quanto a justificação são realizadas por Deus. Assim como os crentes são declarados justos pela graça, através da fé, também são transformados pelo poder do Espírito Santo. Paulo discute os dois princípios ou "leis" que influenciam a vida do crente após sua frustrante experiência com a Lei: (1) a lei do pecado e da morte e (2) a lei do Espírito que traz vida em Cristo. A salvação não significa a purificação da velha natureza do crente, mas sim o Senhor concedendo uma nova natureza e crucificando a velha.

A lei do pecado e da morte representa a velha natureza em ação, de forma que o mal ainda está presente mesmo quando o crente deseja fazer o bem. Por outro lado, a lei do Espírito que traz vida em Cristo neutraliza a lei do pecado e da morte. O crescimento em santidade e no serviço a Deus ocorre quando nos entregamos ao Espírito, e não ao tentarmos disciplinar a carne por meio de regras externas.

A aplicação prática é que não devemos tentar obedecer a Deus por nossos próprios esforços, mas sim permitir que o Espírito Santo nos capacite a atender às exigências de santidade de Deus. Devemos reconhecer nossas fraquezas e permitir que o Espírito opere a vontade de Deus em nossa vida, desfrutando da liberdade de sermos filhos de Deus e glorificando-O com uma vida santa.



[1] O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay

Liderança de Quarenta Anos em Israel: Juízes e Reis

    Ao longo da história de Israel, vários líderes, incluindo juízes e reis, governaram por um período significativo de quarenta anos. Este artigo explora esses líderes e seus legados, conforme registrado na Bíblia.

Moisés

    Moisés é uma figura central na história de Israel, liderando o povo durante quarenta anos. Atos 7:36 afirma: "Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto, por quarenta anos." Durante este período, Moisés guiou os israelitas através do deserto, enfrentando inúmeros desafios e testemunhando milagres de Deus (Deuteronômio 32:51; 34:1-4).

Otniel

    Otniel, filho de Quenaz, foi o primeiro juiz de Israel após a conquista da Terra Prometida. Juízes 3:11 relata: "Então, a terra sossegou quarenta anos; e Otniel, filho de Quenaz, faleceu." Seu governo trouxe paz e estabilidade para Israel após um período de opressão.

Gideão

    Outro juiz notável, Gideão, também liderou Israel por quarenta anos. Juízes 8:28 declara: "Assim, foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel e nunca mais levantaram a sua cabeça; e sossegou a terra quarenta anos nos dias de Gideão." Sua liderança foi marcada pela vitória sobre os midianitas e um tempo de paz subsequente.

Eli

    Eli, um sacerdote e juiz, liderou Israel por quarenta anos. 1 Samuel 4:18 diz: "E sucedeu que, fazendo ele menção da arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trás, da banda da porta, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porquanto o homem era velho e pesado; e tinha ele julgado a Israel quarenta anos." Sua morte trágica marcou o fim de seu período de liderança.

Reis de Israel e Judá

    Além dos juízes, vários reis também governaram Israel e Judá por quarenta anos:

  • Saul: O primeiro rei de Israel, Saul, reinou por quarenta anos, conforme Atos 13:21: "E, depois, pediram um rei, e Deus lhes deu, por quarenta anos, a Saul, filho de Quis, varão da tribo de Benjamim."
  • Davi: Davi, um dos mais famosos reis de Israel, também reinou por quarenta anos. 1 Reis 2:11 e 1 Crônicas 29:27 confirmam: "E foram os dias que Davi reinou sobre Israel quarenta anos: sete anos reinou em Hebrom e em Jerusalém reinou trinta e três anos."[1]
  • Salomão: O filho de Davi, Salomão, conhecido por sua sabedoria, reinou por quarenta anos. 1 Reis 11:42 e 2 Crônicas 9:30 registram: "E o tempo que reinou Salomão em Jerusalém sobre todo o Israel foram quarenta anos."
  • Jeú: Jeú reinou por quarenta anos sobre Israel. 2 Reis 12:1 e 2 Crônicas 24:1 mencionam: "No ano sétimo de Jeú, começou a reinar Joás e quarenta anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zíbia, de Berseba."

Asa e Joás

  • Asa: Asa, terceiro rei de Judá, reinou por quarenta e um anos (911-870 a.C.). Ele é conhecido por suas reformas religiosas (1 Reis 15:9-24; 2 Crônicas 14-16).
  • Joás: Joás, oitavo rei de Judá, reinou por quarenta anos (835-796 a.C.). Ele foi coroado rei com a ajuda do sumo sacerdote Joiada, que também orientou suas reformas religiosas (2 Reis 11; 2 Crônicas 24:17-26).

Jeroboão Segundo

    Jeroboão II, rei de Israel, reinou por quarenta e um anos, conforme 2 Reis 14:23: "No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos."

Conclusão

A liderança de quarenta anos tem sido uma constante na história de Israel, tanto entre juízes quanto entre reis. Esses períodos de liderança foram marcados por significativos desafios e realizações que moldaram a nação de Israel. A continuidade desses longos reinados refletiu momentos de estabilidade e mudança, influenciando profundamente a trajetória do povo israelita.

   


[1] De acordo com a cronologia bíblica, Saul tinha cerca de 30 anos (ano 1095 a.C.) quando foi ungido rei (1Sm 13.1TB). Passou 16 anos no governo, e depois Deus o rejeitou (1Sm 15), também foi o mesmo período em que Davi nasceu. Após 16 anos, Deus mandou Samuel ungir Davi, que tinha cerca de 17 anos. Cerca de um ano depois, Davi lutou com Golias (1Sm 17), no ano de 1063 a.C. Neste mesmo ano, Saul começou a perseguir Davi. Davi foi perseguido por Saul por cerca de 7 anos, até que Saul morreu.(1Sm 31; At 13.21). Davi então passou a reinar sobre Judá, enquanto Israel ficou sob o comando de Abner. Após 5 anos, Abner constituiu Is-Bosete como rei de Israel. Ele reinou por apenas dois anos (1Sm 2.8-11) e foi morto (2Sm 4.8). Após a morte de Is-Bosete, foi que Davi passou a reinar sobre todo Israel e Judá (2Sm 5.1), no ano de 1048 a.C. reino durante 40 anos. (1 Reis 2:11 e 1 Crônicas 29:27).


Já trazendo atona que Saul tinha cerca de 30 anos (ano 1095 a.C.). Não há consenso claro sobre a idade exata de Saul quando ele começou a reinar devido às dificuldades textuais no manuscrito hebraico. O texto de 1 Samuel 13:1 é notoriamente difícil de traduzir e interpretar devido a problemas textuais nos manuscritos hebraicos. Manuscritos Hebraicos: O texto massorético (a tradição textual hebraica) tem lacunas ou corrupções neste versículo. Muitas traduções modernas e estudiosos da Bíblia observam que os números parecem estar faltando ou corrompidos.Algumas versões antigas, como a Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento), também têm variações, mas não fornecem uma solução clara para a idade de Saul quando começou a reinar. Alguns estudiosos tentam corrigir o texto com base em outros contextos bíblicos. Por exemplo, em Atos 13:21, no Novo Testamento, Paulo menciona que Saul reinou por 40 anos, mas isso não ajuda a esclarecer a idade de Saul ao iniciar seu reinado. poque também esse texto de Atos no Massorético não traz quarenta. Algumas traduções modernas inserem números plausíveis baseados em conjecturas. Por exemplo, algumas Bíblias sugerem que Saul tinha cerca de 30 anos quando começou a reinar, mas isso é baseado em suposições, não em evidências textuais diretas.A solução mais comum é que Saul começou a reinar em uma idade adulta jovem, possivelmente em seus 30 ou 40 anos, mas isso permanece uma suposição baseada na reconstrução dos textos disponíveis e não em evidências diretas do versículo em questão.